Domingo, 22 de Maio de 2005

A HISTÓRIA DO GATO DOMÉSTICO, por Renata Fernandes

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Acredita-se que um pequeno animal que vivia em árvores, há muito extinto, foi o antepassado do gato – o Miacis. Ele também foi provavelmente o ancestral do urso, da doninha, do guaxinim, da raposa e do coiote. Viveu há cerca de 40 milhões de anos, tinha o corpo comprido, um rabo maior do que o corpo e pernas curtas. Tinha provavelmente as unhas retrateis como o gato. Há 10 milhões de anos atrás surgiram o Dinictis, mais parecido com o gato actual. Os Felídeos ou felinos, são os mais especializados, mais numerosos e mais importantes dos carnívoros. A família dos Felídeos, espalhada sobre quase toda a área de distribuição da ordem dos carnívoros, compreende 3 géneros: Acinonyx (Cheeta), Felis (Puma, Jaguatirica, Gatos domésticos e todos de pequeno ou médio porte) e Leo (Leão, Tigre, Pantera, Onça), com 37 espécies no conjunto. O gato actual demorou a ser domesticado, se comparado aos cães. O gato doméstico é primos distantes de outros felinos e guardam características em comum com os grandes felinos selvagens, como o caminhar silenciosa e delicadamente sobre as almofadas plantares, a técnica de caçar e as unhas retrateis, com excreção do Guepardo que tem as unhas e patas apropriadas para a corrida, chegando a alcançar 100Km por hora numa corrida de curta distância. No Antigo Egipto os gatos eram adorados devido a sua associação com a Deusa da Lua, Pasht, de cujo nome acredita-se ser derivada a palavra "puss", que significa "bichano" em inglês. A Deusa Bast, que representa o sol, também foi identificada com gatos, e é retratada com a cabeça de um gato.
Quando os gatos morriam, eram mumificados e seus donos mostravam seus sentimentos raspando as sobrancelhas em sinal de luto. Os gatos da raça Abissínio, são semelhantes ao gato do Antigo Egipto. Estátuas, desenhos e pinturas em tumbas, revelam que os gatos nessa época, eram de pelo curto, corpo esguio e pernas longas. Muitos consideram que este foi o ancestral da maioria das raças de gatos domésticos conhecidas actualmente. Embora fosse proibida a saída dos gatos do Egipto, o povo Fenício, parece ter o levado em suas embarcações comerciais, para a Europa, por volta do ano 900 a.C., chegando à Itália antes da Era Cristã. Os romanos, quando invadiram e dominaram o Egipto, adoptaram o culto a Deusa Bast e seus gatos foram também perpetuados em estátuas, murais e mosaicos. Tinham grande apreciação pelos gatos, e os retratavam como símbolo de liberdade.
Com as invasões Romanas, os gatos foram seguindo seus exércitos e se introduzindo em toda a Europa. Dessa forma os gatos chegaram à Inglaterra, portanto, o gato inglês tem como base o gato egípcio, mas gatos ingleses selvagens também foram domesticados. Os gatos, durante muito tempo, foram bem aceitos pelo homem como animais domésticos, por sua habilidade em caçar ratos e outras pragas. No século X, o Príncipe de Gales, Howel, promulgou leis protegendo os gatos, estabelecendo valores de venda e garantias de compra. Além disso, a pena para quem matasse um gato era paga com trigo: o gato morto era segurado pela ponta da cauda e sobre ele era jogado o trigo, até encobrir a ponta da cauda. No século XI ajudavam as pessoas a se livrarem dos ratos transmissores da Peste Bulbônica. Na Idade Média, os gatos perderam sua popularidade, por terem sido associados a adoração de maus espíritos. Surgiu um culto a uma deusa pag㠖 Freya – envolvendo também os gatos. Essa culta foi considerada heresia e esta era punida com torturas e morte. Como os gatos faziam parte do culto, foram acusados de serem demoníacos, principalmente os de cor preta. Isso custou a vida de milhares de gatos, que foram cruelmente perseguidos, capturados e jogados à fogueira, havendo a maior destruição de gatos de toda a história. Uma pessoa que fosse vista ajudando um gato, principalmente os pretos, estava sujeita a ser denunciada como bruxa e a sofrer tortura e morte. As pessoas acusadas de bruxaria e seus gatos, eram responsabilizadas por qualquer desgraça natural, como perda de safras, acidentes, doenças, mortes súbitas, etc. Essa perseguição criou diversas superstições, ainda mantidas até hoje, como: cruzar com gato preto causa azar. Felizmente essa perseguição terminou e no século XIX o gato foi exaltado nas artes por grandes nomes como, Victor Hugo e Baudelaire. O índio norte-americano, não parece ter domesticado os felinos selvagens presentes no continente, como o lince, puma e ocelote. A domesticação de felinos só ocorreu quando os imigrantes europeus trouxeram gatos da Europa, para que ajudassem a combater os ratos e camundongos, tanto no campo quanto na cidade.
publicado por António Luís Catarino às 18:13
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4 comentários:
De Anónimo a 31 de Maio de 2005 às 17:57
Bia, eu não estou a fazer publicidade ao Wiskas. Eu conheço relativamente bem a vida dosméstica dos gatos para dizer que um «wiskas» não é uma marca, mas sim uma afectividade... isto é, se visses a reacção de um gato ao abrir uma lata de wiskas, entendias logo! :) Isto acontece connosco quando pedimos uma «compal« de laranja ou uma «frise» de limão. Dão-nos tudo, menos a marca! Um abraço.Prof. Luís Catarino
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(mailto:skamiaken@sapo.pt)
De Anónimo a 31 de Maio de 2005 às 17:10
Renata, este está um trabalho muito óptimo e instrutivo!!!Devias fazer mais artigos desta qualidade!!!CONTINUA!!!!PS:Sr. Stôr, não faça publicidade à WISKAS!!!Bia
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(mailto:dahhh@dahhh.pt)
De Anónimo a 27 de Maio de 2005 às 22:42
Olá Renata: cá para mim o gato é teu. Tem mesmo aquele olhar mimado de um gato doméstico, pronto a enganar o dono, ou dona, por uma bocado de wiskas!Prof. Luís Catarino
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(mailto:skamiaken@sapo.pt)
De Anónimo a 25 de Maio de 2005 às 16:53
O teu trabalho está muito interessante, principalmente a parte em que referes aos gatos do antigo Egipto.Só tenho uma falha a apontar é que o texto tem muitos erros e está "abrazileirado".patricia
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(mailto:tixinhacastro@hotmail.com)

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