Domingo, 29 de Maio de 2005

O PEIXE-BALÃO, por Teresa Mota

pezglobo.jpg

É, de aparência, pequeno, mas a realidade nem sempre é o que parece.
O peixe-balão é um bom exemplo destas características, pois aos olhos
parece insignificante e inofensivo e ninguém tem o conhecimento do que
esta espécie esconde por detrás desta máscara de inocência.

Solitário, este peixinho vagueia pelo oceano como um peixe normal,
fazendo os que são maiores pensar que é apenas mais um insignificante
que estão prestes a manjar. Contudo, uma vez que se aproximam,
desejando satisfazer o estômago, destruindo a tão dita ingenuidade do
pequeno, este último não se deixa apanhar, inchando como um rijo balão
e mostrando, sem piedade, todas as pequenas e afiadas agulhas que
brotam do seu corpo. Com isto, o predador maior ou se afasta um
momento antes de se preparar para o morder, ou não é suficientemente
rápido e é picado sem piedade, enquanto o veneno daquelas agulhas lhe
entra no sangue. Uma vez livre do perigo, o peixe-balão continua o seu
caminho calmamente.

Dir-se-ia que é deste modo, por uma questão de protecção; nós,
humanos, assim pensamos, pois é um peixe, um animal não racional. Não
nos serve de alimento como a sardinha ou o bacalhau, apenas é
utilizado como prato em certos países, mas é raro.

Sendo como é, podemos compará-lo a certos seres humanos. Muitos nos
parecem tímidos e ingénuos, não dizem uma palavra que nos mostre que
poderão ter força interior ou maldade, mas no fundo, se se sentirem
ameaçados, poderão deixar cair essa máscara ilusória que poderá ser
uma faceta positiva ou negativa. Se for o caso desta última, poderá,
como aconteceu aos predadores, magoar seriamente alguém. Nem sempre a
máscara cai em legítima defesa...

Este peixe pode ser associado à falsidade de certos homens, que fingem
ser o que não são, muitas vezes para seu próprio benefício,
maldosamente prejudicando outros.

No aspecto positivo, pode ser associado àqueles que receiam que a sua
personalidade seja descoberta, pelo que "se enfiam na concha",
mostrando inocência e ingenuidade e, num momento de ameaça pessoal,
mostram que afinal não são tão frágeis e que sim, se sabem defender e
têm força própria, surpreendendo os "atacantes".
publicado por António Luís Catarino às 01:12
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De Anónimo a 29 de Maio de 2005 às 01:16
Cara Teresa: um peixe-balão! Só não sei se o seu aspecto corresponde a um paixe-balão antes ou depois de saber que os impostos iam aumentar. :) Mais uma vez aprendemos coisas com o teu gosto pelos animais estranhos. Parabéns.Prof. Luís Catarino
</a>
(mailto:skamiaken@sapo.pt)
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