Terça-feira, 14 de Junho de 2005

A POLUIÇÃO DO AR, por Ana Maria Pinheiro

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O ar, tal como a água e o solo, é um recurso indispensável à vida na Terra. Através de ciclos naturais, os seus constituintes são consumidos e reciclados. A atmosfera tem assim uma certa capacidade depuradora que, em condições naturais, garante a eliminação dos materiais nela descarregados pelos seres vivos.

O desequilíbrio deste sistema natural "auto regulado" conduz à acumulação na atmosfera de substâncias nocivas à vida, fazendo nascer a necessidade de uma acção de prevenção ou de saneamento artificial que, conforme os casos, seja capaz de assegurar a manutenção da qualidade do ar.

Tem-se assim, por um lado, um sistema natural estável e auto-depurado e por outro um sistema artificial, porque contem elementos introduzidos em resultado da acção do Homem, o qual é necessário vigiar e gerir, isto é conservar.

A actividade industrial e a circulação rodoviária ocupam, indiscutivelmente, o primeiro lugar na poluição atmosférica, embora em graus diferentes conforme o tipo de indústrias. A indústria consome 37% da energia mundial e emite 50% do dióxido de carbono, 90% dos óxidos de enxofre e todos os produtos químicos que actualmente ameaçam a destruição da camada de ozono, além de produzir anualmente 2100 milhões de toneladas de resíduos sólidos e 338 milhões de toneladas de matéria residual perigosa.

As indústrias de base são normalmente as mais nocivas ao nível da libertação de fumos e gases mais ou menos tóxicos. As centrais térmicas (imagem seguinte) e as refinarias petrolíferas, as siderurgias e as fábricas de cimento lançam na atmosfera grandes quantidades de gases (especialmente óxidos de carbono e de enxofre), fumos e fumaça, que tornam a atmosfera pesada e quase irrespirável. Por sua vez, muitas indústrias químicas, as de curtumes e de fertilizantes empestam o ar com gases que exalam um cheiro nauseabundo. As indústrias exortativas, sobretudo a do carvão e a da produção de materiais para a construção civil (pedreiras), são também altamente poluidoras, além de provocarem profundas alterações na paisagem. Os veículos motorizados, por seu turno, lançam para a atmosfera, para além dos fumos, uma infinidade de gases e outras substancias químicas, como o monóxido e o dióxido de carbono, o dióxido de enxofre, o gás sulfuroso e os hidrocarbonetos gasosos, etc., qualquer deles de grande toxicidade.

Claro que a expansão urbana se reflecte no crescimento dos níveis de poluição, dado que esse crescimento intensifica o tráfego rodoviário, quer no interior das cidades quer nas suas vias de acesso. Em muitas grandes cidades, as normas de qualidade do ar são correntemente desrespeitadas, os engarrafamentos são gigantescos e os acidentes frequentes. As áreas citadinas mais atingidas pela poluição atmosférica são as zonas centrais (devido à concentração dos serviços e, por isso, à grande intensidade do transito automóvel) e as zonas industriais, em grande parte localizadas na periferia urbana.

Naturalmente que a poluição atmosférica provoca problemas mais ou menos graves de saúde na população humana. Por exemplo, a bronquite, o enfisema, a asma e o cancro pulmonar são doenças do aparelho respiratório muitas vezes provocadas pela poluição atmosférica ou por ela agravadas. Mas as plantas e os animais são também gravemente afectados pela poluição do ar. Os gases tóxicos perturbam o normal desenvolvimento da vegetação, pois atacando as folhas, estas caem, diminuindo assim a fotossíntese, a respiração e a transpiração, o que tem como consequência um crescimento mais lento das plantas. Além disso, estas tornam-se menos resistentes às intempéries, às doenças e aos parasitas. A saúde dos animais é igualmente bastante afretada não só pelo contacto directo com o ar poluído como pela ingestão de vegetais mais ou menos envenenados.
Finalmente, a poluição atmosférica aumenta o efeito de estufa e gera a acumulação persistente de substâncias tóxicas no ecossistema global.
publicado por António Luís Catarino às 01:01
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2 comentários:
De Anónimo a 14 de Junho de 2005 às 01:05
Ana Maria: cá tens o teu trabalho. Por sinal, muito bem feito e útil. Nunca é tarde para demonstrar o mal que fazemos com a poluição do ar. Aliás, tenho a ideia que fazemos mais individualmente que muitos governos do mundo! Só que os trabalhos como os teus vêm lembrar, de tempos a tempos, que é preciso mesmo salvar o planeta. Não temos outro, não é?Prof. Luís Catarino
</a>
(mailto:skamiaken@sapo.pt)
De arthur carlos pelissari a 7 de Agosto de 2008 às 15:11
é um site eductivo!!!! gostei muito


obrigado!!!!! é um insentivo a nos crianças do mundo hoje

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