Sexta-feira, 5 de Maio de 2006

Alta ansiedade do professor neste blogue

Olá pessoas! Nem vocês devem fazer uma pequena ideia do que me aconteceu agora mesmo: apaguei este blogue!

E vocês perguntam: porquê? Por estar farto de blogues? Por fastio? Por emoções fortes? Na..na... porque sou um nabo. Nada mais simples do que isso. Passo a contar o que aconteceu:

 O Sapo, o nosso servidor, avisou-me que há 75 dias que não actualizava este blogue, O Asterisco. Como vocês bem sabem já cá não vamos há uns meses pela simples razão que foi uma coisa muito bonita que fizémos no 7º ano e na disciplina de Área de Projecto. De qualquer maneira vinha cá de tempos a tempos, refrescá-lo, por assim dizer.

Quando o Sapo me avisou que não vinha há muito, disse-me também que deveria fazer uma «migração» para um novo sítio e com uma nova imagem, visto que o objectivo era modernizar os blogues da sapo e atirar fora os «trastes» velhos.

E foi o que fiz. Tudo correu bem até que não encontrei o título de O Asterisco. Pânico! Como sou uma pessoa muito calma, pus-me a clicar todos os botões que via à frente, entre os quais, já perceberam, um que dizia - apagar!

Não me perguntem como consegui recuperar isto. Por favor. Perdi, 20 kg de peso, entrei em órbita, arranjei mais uns cabelitos brancos, 30 rugas na cara, as sobrancelhas cresceram até me taparem os olhos que entretanto já vêem pior.

Aquela foto provavelmente favorece-me.

Um grande abraço a todo o pessoal do 7º..não do 8ºC!

Prof. António Luís Catarino

publicado por António Luís Catarino às 19:35
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Domingo, 19 de Fevereiro de 2006

SOBRE A METODOLOGIA E PRÁTICA HISTÓRICAS.

aponta.jpg

1. Apontamentos.
O caderno de apontamentos é um sistema mais velho do que o próprio papel, e por isso não é claramente a última maravilha da técnica moderna, mas é ainda muito útil, sobretudo se for utilizado para criar fichas.

O caderno tanto serve para transcrever passagens de livros ou artigos de revistas, como para tirar apontamentos das aulas.

Deve-se ter em conta algumas regras para se aproveitar ao máximo o caderno de apontamentos.

1) Escrever unicamente na página direita e de um só lado da folha. A página da esquerda fica livre para pequenos apontamentos pessoais. A folha deve ter uma linha vertical com um mínimo de três centímetros da margem direita, mas pode ser a meio da página.

2) Usar, sempre que possível, cadernos com lombada em vez dos com espirais, porque permitem arrumar os cadernos como livros nas estantes, podendo ser encontrados por leitura da lombada. Quando se não encontrar cadernos nestas condições, há métodos de criar cadernos com lombadas, como sejam a encadernação a quente de folhas soltas, ou a junção das folhas soltas por meio de «baguetes», que as há tanto com bordo redondo como com bordo direito.

3) O utilizar cadernos pautados, quadriculados ou lisos, é uma questão de gosto. Os cadernos pautados tendem a ser os mais limpos, porque obrigam a uma maior disciplina de escrita, e não são bons para serem desenhados. Os cadernos de folhas lisas são mais arejados mas, sobretudo para os estudantes, tem tendência a serem profusamente "ilustrados" e as notas estão longe se ser escritas em linhas rectas e paralelas ! Os quadriculados servem para tudo.

4) Quando se está a tirar notas das aulas, devemo-nos lembrar que não estamos a tirar um curso de estenografia, mas a tentar apreender o que o professor tem para nos dizer, sobre a matéria que está a ser dada na aula. Isto é, o fundamental não é escrever TUDO o que o professor diz, mas O ESSENCIAL do que o professor disse. Aqui está a dificuldade.

As notas não deve ser tiradas escrevendo continuamente. Devem ser escritas em secções curtas, e deixando espaços entre eles para se poder escrever neles mais tarde, completando coisas que nos escaparam e que mais tarde nos lembramos, seja porque o professor falou novamente no assunto, na própria aula ou numa posterior, ou pelo nosso próprio estudo. Podem servir para se dar títulos às secções - de acordo com os sumários das aulas, por exemplo. Se, quando se reler as notas, houver dúvidas, é preciso acabar com elas rapidamente, pedindo ao professor, na aula seguinte, para explicitar o que afirmou e que se não percebeu, ou se transcreveu mal. O professor não fará mais que a obrigação dele, e possivelmente fica-se a compreender de vez o ponto abordado ! Isto implica uma leitura dos apontamentos antes da aula seguinte.

5) Deve-se reescrever os apontamentos o menos possível, porque é tempo muitas vezes mal gasto. Para isso é que é bom ter o caderno dividido em duas partes iguais. A divisão permite completar, na coluna da direita, o que se escreveu na coluna da esquerda, devido ao estudo, assim como para melhorar o que se escreveu, etc.

6) Quando se está a copiar um livro ou um artigo, deve-se começar por fazer a ficha bibliográfica no começo da cópia. Deve-se evitar as transcrições demasiado longas, sendo preferível resumos ou mesmo sínteses, mas tudo depende do que se pretende com a leitura. As reflexões pessoais são importantes, mesmo que nos possam fazer corar uns anos mais tarde !

É essencial separar as transcrições das paráfrases e das notas pessoais. As transcrições devem estar escritas entre «aspas». As anotações pessoais entre [ parênteses rectos ]. Se, quando se está a escrever o trabalho, houver alguma espécie de dúvida sobre o que é transcrição e o que é nota, então a ficha não serviu para nada porque, para a utilizar, tem que se confirmar o que se escreveu nela confrontando com o original. E se não se puder confirmar ...? (v. Fichas de Leitura)

7) Deixem 2 a 4 folhas livres no princípio do caderno para criar um índice, enquanto se vai tirando os apontamentos, e numerem as folhas frontais (ou da direita). Os números serão xf (x = nº da folha, f de frente) e xv (x = nº, v de verso).

Fonte:
Adelino Torres
O Método no Estudo
Lisboa, A Regra do Jogo, 1980
publicado por António Luís Catarino às 13:09
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Sábado, 7 de Janeiro de 2006

Olha!, mais uma revista sobre Educação!

pontosnosii.jpg

A ver vamos! A sair como suplemento do jornal Público na 2ª Terça-feira de cada mês!
publicado por António Luís Catarino às 21:52
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Quinta-feira, 8 de Dezembro de 2005

DESCOBERTO CEMITÉRIO ROMANO, SIC Notícias. 7/12/2005

sic_cemiterio_romano_descoberto.jpg
Monumento subterrâneo do Século II d.C. em Roma

Um cemitério romano subterrâneo do Século II d.C. foi descoberto em Roma por arqueólogos italianos.

O monumento, que pertence a um período dourado da Roma Antiga, que tinha Marco Aurélio como imperador, possui cinco túmulos.
“Foi uma descoberta muito emocionante, diria até que é uma experiência única na vida”, disse um dos arqueólogos da equipa, Andrea Iannaccone.
“Os túmulos estão intactos e selados. No entanto, as condições não são excelentes, porque a terra desta zona é muito ácida e o mármore dos sarcófagos já está muito danificado”.

Apesar dos danos, os arqueólogos esperam que dentro dos túmulos, além dos restos mortais, ainda haja objectos pessoais.
Os arqueólogos começaram a trabalhar na zona há já alguns meses. Primeiramente, encontraram uma estrada danificada, um tanque de água e algumas sepulturas rasas.
Posteriormente, escavaram mais baixo e descobriram o túmulo de uma família.
Pela forma da primeira pedra encontrada, tudo indica tratar-se de um casal. Como a sepultura ao lado é pequena, pensa-se que terá pertencido a uma criança.
Os arqueólogos esperam descobrir mais túmulos, isto se conseguirem mais tempo e dinheiro para uma busca mais completa na zona.
publicado por António Luís Catarino às 13:58
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Segunda-feira, 14 de Novembro de 2005

ATENÇÃO A ESTE FILME HISTÓRICO. A estrear nas salas de cinema, em breve.

poster_pontesluis.jpg
A Ponte de São Luís Rei

Adaptação do romance homónimo de Thornton Wilder vencedor do prémio Pulitzer em 1928, A Ponte de São Luís Rei, leva-nos dos bordéis e teatros do Séc. XVII à majestosa corte real espanhola; transporta-nos dos palácios dos arcebispos peruanos às missões da inquisição de Madrid. Na jovem América, os santuários Incas elevam-se entre as vilas dos Andes e os desfiladeiros da costa Americana.

É neste mundo em mudança que, acidentalmente (talvez não), cinco viajantes aparentemente sem qualquer ligação entre si acabam unidos num mesmo destino. Cinco viajantes que, por diferentes razões, atravessam a Ponte de São Luís Rei, quando, ao meio dia, no fatídico dia 20 de Julho de 1714, a ponte desaba precipitando-os para morte ao fazê-los mergulhar profundo desfiladeiro em baixo dela.

Foi o destino ou a mão de Deus que os juntou naquele dia fatal, naquele sítio e aquela hora? Ou foram, de alguma forma, responsáveis pelo que lhes aconteceu?


Ficha técnica:
Título: A Ponte de São Luís Rei
Título original: The Bridge of San Luis Rey
Realizador: Mary McGuckian
Origem: Espanha, França e Reino Unido, 2005
Género: Drama histórico
Elenco: Robert de Niro, Kathy Bates, Harvey Keitel, Gabriel Byrne.
publicado por António Luís Catarino às 18:17
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Terça-feira, 11 de Outubro de 2005

UMA PROPOSTA DE FIM-DE-SEMANA - OS IRMÃOS GRIMM NO CINEMA!

Grimm

Realização: Terry Gilliam Com: Matt Damon, Heath Ledger, Monica Bellucci, Charles Roven
Site Oficial: The Brothers Grimm
Género: Aventura
Distribuição: Castello Lopes
EUA/República Checa, 2005
105 min


NÃO HÁ PRAGA QUE NÃO SE REVERTA
NÃO HÁ FEITIÇO QUE NÃO SE QUEBRE
NÃO HÁ DEMÓNIO QUE NÃO SEJA EXTERMINADO

Do aclamado realizador Terry Gilliam ( "O Rei Pescador", "12 Macacos") chega-nos “Os Irmãos Grimm”, a aventura dos lendários escritores de contos de fadas, Will e Jake Grimm (Matt Damon e Heath Ledger).

A história de dois irmãos que viajam por terras napoleónicas, no início do século XIX, fingindo que livram os habitantes das povoações de monstros e demónios em troco de dinheiro fácil.

Mas quando são chamados pelas autoridades francesas para desvendar o misterioso desaparecimento de umas jovens, os charlatães vêem-se forçados a enfrentar forças malignas reais.

Muitos dos célebres contos de fadas, incluindo Cinderela, Hansel & Gretel - a Casinha de Chocolate e O Capuchinho Vermelho, são envolvidos magnificamente no filme tal como os seus autores, os Irmãos Grimm, que são forçados a confrontá-los numa épica batalha entre fantasia e realidade.

(artigo retirado do Sapo)
publicado por António Luís Catarino às 12:18
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Domingo, 11 de Setembro de 2005

CALENDÁRIO ESCOLAR 2005/2006

cal1.jpg

O calendário escolar para os Ensino Básico e Secundário, no ano lectivo de 2005-2006, é o constante do esquema que segue:

1.º período - início entre 12 e 16 de Setembro de 2005 (as aulas depois de iniciadas não podem ser interrompidas);
- termo em 16 de Dezembro de 2005

2.º período - início em 2 de Janeiro de 2006;
- termo em 31 de Março de 2006

3.º período - início em 18 de Abril de 2006;
- termo a partir de 9 de Junho de 2006, para os 9.º e 12.º anos, e de 23 de Junho de 2006, para os restantes anos de escolaridade.


As interrupções das actividades lectivas, no ano lectivo de 2005-2006, são as constantes do esquema seguinte:

1.ª interrupção - de 19 a 30 de Dezembro de 2005
2.ª interrupção - de 27 de Fevereiro a 1 de Março de 2006
3.ª interrupção - de 3 a 17 de Abril de 2006
publicado por António Luís Catarino às 23:55
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Crianças, telemóveis e o desaparecimento da infância (Página da Educação, nº 148)

telm.jpg

Desculpem o «sotaque» brasileiro, mas a importância do artigo ultrapassa essa pequena questão.

A vida do século XXI está sendo invadida, saturada, por uma nova engenhoca eletrônica intrometida e barulhenta — o telemóvel(1). Uma das importantes repercussões desta tecnologia nos atuais modos de vida pode ser observada no universo infantil, e há que se pensar nela.
Em 1984, no instigante livro O desaparecimento da infância, Neil Postman apresenta a polêmica hipótese do fim da infância. A argumentação central repousa na idéia de que as tecnologias têm desenhado e redesenhado as faces do mundo e da vida ao longo da história, sendo a infância uma de suas invenções. A concepção que temos hoje de infância — como uma fase da vida distinta daquela das pessoas adultas — vai surgir na Renascença, em conseqüência da invenção, duzentos anos antes, no século XV, da prensa tipográfica. Ao longo desse período, a revolução promovida pela palavra impressa desencadeia novas exigências que vão estabelecer limites bem demarcados entre crianças e adultos, passando-se a admitir a infância como algo da ordem natural das coisas. Um exemplo disso é a alfabetização, que vai multiplicar as escolas e hierarquizar o conhecimento por idade. Assim como a idéia de infância delineou-se ao longo do surgimento e consolidação da Modernidade, produzida pela imprensa e pela cultura letrada, hoje, as novas tecnologias que possibilitam a comunicação instantânea centrada nas imagens em movimento estariam instaurando novas formas de vida e novos contornos do que chamamos humanidade. Desenvolvendo a hipótese de que os mundos social e simbólico estão subordinados às tecnologias, e delas emergem as formas de viver e estar no mundo, Postman procura demonstrar que a informação eletrônica estaria erodindo as fronteiras tão bem demarcadas entre adultos e crianças. A televisão — que só requer habilidades simples como atenção e entendimento da fala, em geral adquiridos já no primeiro ano de vida — seria a principal tecnologia a produzir tal efeito. Importa sublinhar que Postman desenvolveu suas hipóteses nos EUA dos anos oitenta, e que os vinte anos que nos separam de seu trabalho inicial parecem ter sido suficientes para aportar entre nós, latino-americanos e europeus, evidências contundentes da pertinência de seu pensamento. Basta habitar a cena contemporânea para nos darmos conta do crescente contingente de pessoas indiferenciadas no vestir, nos hábitos alimentares, nas diversões, no padrão lingüístico, nas opções de lazer, nas formas de erotismo, nas atitudes mentais e emocionais, no uso da violência. Parece que já habitamos um tempo de crianças adultas e de adultos infantis, e a mídia tem sido pródiga em nos mostrar isso. Mães que se vestem como as filhas, executivos e intelectuais fanáticos pelos heróis midiáticos infantis do momento (observem quantos pais circulam por aí envergando camisetas do Batman ou do Homem-Aranha), idosos que saltam de pára-quedas e garotas que circulam sozinhas nas madrugadas das grandes metrópoles, crianças que ensinam seus pais a operarem complexos equipamentos eletrônicos e adultos incapazes de administrar suas vidas são apenas alguns exemplos mostrados pelos programas de TV, pelas propagandas, pelas notícias, pelas telenovelas, etc.
Pois bem, dados que temos coletado no Brasil e em Portugal, têm nos mostrado os telemóveis implicados nesta revolução cultural tendente, no século XXI, à indiferenciação das fases da vida. Crianças desde as bem pequenas e jovens de todas as idades têm encontrado no uso dos telemóveis um espaço de independência do mundo adulto, historicamente construído como aquele capaz de balizar e moldar o padrão de vida infantil, bem como seus caminhos em direção à tão decantada maioridade. Em conversas com crianças, mães e professoras, soubemos que a grande maioria das crianças (portuguesas e brasileiras) de todas as classes sociais portam telemóveis, dos mais simples aos mais avançados tecnologicamente. Observamos também que embora a justificativa mais difundida para possuir ou ofertar telemóveis seja a do contato entre pais e filhos, esta é a finalidade mais banal de sua utilização. A maior parte das crianças declara que não pode dispensá-los porque são a melhor forma de ter e manter amigos, com os quais trocam idéias, aconselham-se, desabafam e vivem seu cotidiano. Uma grande parte delas também declarou usar telemóveis para informar-se, jogar, assistir vídeos e ouvir suas bandas favoritas, completamente resguardados de qualquer interferência (ou influência!) dos adultos. A partir dos seis anos, os meninos já usam os telemóveis para abordar temas picantes, aumentando suas informações relativamente àquele espaço privativo dos adultos e interdito à infância moderna — o da sexualidade.
Como se vê, por mais controvertidas que sejam, parece que as hipóteses de Postman se confirmam, e a tecnologia tem sido central na reconfiguração da vida e dos sentimentos nesta nova era. A infância como a fase da inocência, da dependência, da insegurança e da ignorância dos segredos do mundo e da vida parece que está a desaparecer. Tudo isso merece ser refletido não só por nós, educadores, mas por todas as pessoas que vêem, cada vez mais, as tecnologias embutidas em suas vidas.
Nota:
(1) Utilizamos o termo corrente em Portugal para designar o aparelho que, no Brasil, conhecemos como celular.

Referências bibliográficas

Postman, Neil. Tecnopólio – a rendição da cultura à tecnologia. Trad. Reinaldo Guarany. São Paulo: Nobel, 1994.
O desaparecimento da infância. Trad. De Susana Carvalho e José de Melo. Rio de Janeiro: Graphia, 1999.
publicado por António Luís Catarino às 23:44
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Segunda-feira, 22 de Agosto de 2005

UM FILME A NÃO PERDER: «Charlie e a Fábrica de Chocolate» de Tim Burton

charliesfactory_xl.jpg

Pessoal: isto é mesmo sério. Um dia destes (foi ontem!), resolvi, em pleno gozo de férias ir ver «Charlie e a Fábrica de Chocolate» de Tim Burton, apostando com a minha filha que seria um filme vulgar igual a tantos outros... enfim, uma perda de tempo! Pois bem, nada de mais errado. Este foi dos melhores filmes que já vi vindos daquele lado do Atlântico. Toda a descrição do filme será muito redutora, mas todos os problemas de uma sociedade actual estão lá muito bem tratados por Tim Burton que sem ser de uma forma falsamente hipócrita ou moralista fala cara a cara com os jovens como eles merecem - ou seja, de uma forma inteligente. Ah, já me esquecia.. e com uma interpretação magnífica de Johnny Depp no papel principal. Ah e já me esquecia de novo... o suporte musical do filme - soberbo. Aproveitem os dias que vos restam e 'bora lá ver este filme - já!

Um abraço a todos do vosso prof.

Cinemas: Cidade do Porto, Dolce Vita, Parque Nascente, Norteshoping, Gaiashoping, Arrábida...

Ficha Técnica:

Columbia TriStar Warner apresenta, um filme de Tim Burton com Johnny Depp, Freddie Highmore, David Kelly, Helena Bonham Carter, Noah Taylor, Christopher Lee, James Fox....
publicado por António Luís Catarino às 02:02
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Quinta-feira, 18 de Agosto de 2005

AS MISTERIOSAS GRAVURAS GIGANTES DE NAZCA, por Adriana Rute Gonçalves e Teresa Almeida

naz_10.jpg

Porque foram gravadas há 1500 anos no deserto?

Estranhos sulcos no deserto lavrados por mãos desconhecidas constituem um dos maiores mistérios arqueológicos da América do Sul. Foram concebidos há 1500 anos, cobrindo uma área com cerca de 650 quilómetros quadrados que se situa entre as actuais cidades de Nazca e Ica, no Sul do Peru.

Alguns dos sulcos correm a direito ao longo das baixas pampas peruanas, enquanto outros formam enormes desenhos que cobrem as planícies altas e as suaves colinas em redor. Estes só podem ser identificados, enquanto desenhos gigantescos, quando vistos no ar.

Desenhos de criaturas enormes:

Estas formas geométricas foram descobertas, em 1939, pelo historiador de arte americano Paul Kosok no decurso de um voo de reconhecimento.

As observações feitas por Kosok levaram a matemática alemã Maria Reiche a devotar a sua vida ao estudo daquelas figuras existentes no deserto. Ela descobriu que, se estes sulcos desenhados na areia amarela, com cerca de 25 centímetros de profundidade e pelo menos 90 centímetros de largura, fossem limpos da terra vermelha que os cobria, tornavam-se muito mais evidentes. Através deste processo, os cientistas revelaram a forma de um condor com mais 120 metros de envergadura. A gravura teve de ser fotografada do ar para revelar o seu significado. Mais tarde, outras criaturas foram expostas, tais como uma aranha cujas pernas mediam mais de 40 metros e outros gigantescos esboços de humanos, peixes, cactos e flores.

A maioria destes desenhos constitui a gravação de uma linha continua, que por vezes se estende por centenas de metros ou até de quilómetros através do deserto. A sobrevivência destas gravações antigas deve-se ao local, o clima e a geografia serem favoráveis. Vai muito pouco chuva na pampa, e a zona está protegida contra tempestades de areia pela linha de montanhas que ocorre pela linha de montanhas que corre ao longo da costa, no sentido oeste, e pelos contrafortes dos Andes, a este.

O que torna estas gravações tão intrigantes é a precisão do desenho e o sentido artístico da sua execução. Desenhos semelhantes, visando os mesmos propósitos estéticos, podem também ser encontrados na cerâmica de Nazca, cuja cultura floresceu entre os séculos IV e V. Isto faz com que seja seguro afirmar que foram os artistas de Nazca que produziram os sulcos no deserto.

Desenhos astronómicos:

Continua a ser um mistério a forma exacta como os Peruanos primitivos foram capazes de executar estes desenhos, que não podem ser abarcados num relance. Existe a certeza de que utilizaram cordas para os ajudar a desenhar as linhas direitas e as circunferências, mas ainda ninguém forneceu uma explicação completa quanto ao significado e fim destes desenhos. A maioria dos cientistas concorda que são desenhos astronómicos e Maria Reiche acredita serem o resultado de observações cósmicas. Um dos sulcos por ela descoberto segue directamente para o ponto onde o Sol se põe no hemisfério sul durante o solstício de Junho. Outras linhas, não rigorosamente paralelas, relacionam-se com os diferentes pontos onde o Sol se pôs durante os solstícios do ano 300 até 650 da nossa era. Apesar destas teorias, o mistério permanece, bem como a do escritor suíço Erich von Däniken, que acredita serem estas gravuras sinais da presença de extraterrestres e das suas pitas de aterragem.

Adriana Rute Gonçalves e Teresa Almeida

publicado por António Luís Catarino às 19:09
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